Sunday, 23 April 2017

 

Aprender com a diversidade  inscrever

Como avaliamos comportamentos que não compreendemos? Quando é que nos sentimos ameaçados? E quais são as nossas reações a essas ameaças?...
O campo essencialmente relacional e naturalmente complexo e ambíguo da diversidade cultural exige-nos soluções cada vez mais criativas e inovadoras de relacionamento entre culturas – de interculturalidade. Aqui, a estratégia fundamental passa necessariamente pelo autoquestionamento e pela capacidade de aprendermos sobre nós próprios tomando o outro e a diferença como pontos de partida. É neste contexto que podemos falar de um processo de aprendizagem intercultural.

A aprendizagem intercultural – aprender a (re)conhecer criticamente as diferenças culturais e a relacionar-se com elas de forma positiva e construtiva – é já um vetor central no trabalho de indivíduos e organizações envolvidos na procura de mecanismos de desenvolvimento das sociedades mais justos, mais integrativos e mais solidários. Porém, enquanto processo de aprendizagem, implica o desenvolvimento ativo de um conjunto de competências ou saberes específicos que requerem tempos e contextos diferenciados e complementares.

É aqui que os contextos de educação não formal são especialmente relevantes. Paralelamente aos saberes formais, cognitivos, adquiridos na escola ou nas universidades, a aprendizagem intercultural incide também sobre diferentes capacidades e atitudes que são melhor desenvolvidas em contextos educativos não formais (de intervenção social, educação e animação social, prestação de cuidados e serviços, formação pessoal e social, formação cívica, etc.), caracterizados por uma forte interação social, centrados nas necessidades e experiências dos aprendentes e ancorados em valores éticos e sociais orientados para a transformação pessoal e coletiva.

 

2. OBJETIVOS GERAIS 

::Compreender e diferenciar os principais conceitos, mecanismos e desafios do campo da diversidade cultural;

::Refletir sobre os princípios inerentes à aprendizagem intercultural e identificar as competências necessárias para a construção da interculturalidade;

::Explorar as potencialidades dos contextos de educação não formal na promoção da aprendizagem intercultural e identificar as estratégias educativas mais importantes para este processo;

::Desenvolver práticas concretas de intervenção educativa intercultural adequadas aos contextos de trabalho específicos de cada participante.

 

3. CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS 

::Os conceitos centrais da diversidade: cultura, identidade, multiculturalismo

::Os mecanismos de relação com a diferença

::Diferença, aprendizagem e mudança

::Competências interculturais

::Desenvolvimento de um projeto (individual ou coletivo) de intervenção educativa

 

4. PÚBLICO ALVO

Agentes educativos e de intervenção social (professores, formadores, animadores, técnicos, voluntários, estudantes). Público em geral.

 

5. METODOLOGIAS DE FORMAÇÃO

Esta proposta será desenvolvida com base em princípios pedagógicos / metodológicos próprios do contexto de educação não formal, que visam estimular o potencial criativo dos participantes e uma atitude crítica e reflexiva sobre as suas experiências pessoais (e profissionais):


» preocupação / centralidade do processo de aprendizagem no aprendente, nas suas expectativas e necessidades;
» manutenção de uma estratégia de aprendizagem mútua (de todos com todos),valorizando-se a diversidade de perspetivas e experiências;
» criação de um ambiente de aprendizagem seguro, em que todos os participantes se sintam livres para partilhar, expressar ideias,
» aprender por tentativa e erro, sem sentirem o seu bem-estar ameaçado no grupo em que se inserem; a combinação de métodos (expositivos, ativos, demonstrativos, interrogativos), de modo a “responder” aos diversos perfis, estilos e preferências de aprendizagem;
» recurso à aprendizagem experiencial / prática, baseada na experiência (real ou simulada) e devidamente monitorizada;
» desenvolvimento integrado de competências: teóricas, técnicas e sociais / relacionais.

A educação não formal é, na nossa perspetiva, uma abordagem geradora de transformação, pelo seu potencial de capacitação do(s) indivíduo(s).

6. CALENDARIZAÇÃO

18 horas.

 

7. INSCRIÇÃO

Se está interessado/a inscreva-se clicando no botão em baixo. Assim que tenhamos o número mínimo de participantes entraremos em contacto. Desconto de 10% por participante em inscrições de grupo (mínimo 5 participantes). Os participantes receberão um certificado de participação no final da ação.


Para mais informações, contacte-nos através do endereço de e-mail Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar..


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